
Preciso achar a saída, não da mais pra viver assim, me sinto cada vez mais sozinha. É como se eu gritasse e ninguém pudesse me ouvir. É como se eu fosse invisível, pois ninguém enxerga como estou, como me sinto. Não notam o vazio em meus sorrisos, não percebem a dor em meus olhos. Pobre de mim, estou em um beco sem saída, um beco escuro e gélido e ninguém pode me salvar. Tenho que encontrar o caminho de volta a estrada da felicidade, aquele do qual me perdi […] Me perdi. E esta sendo difícil encontra-la novamente. A felicidade não bate em minha porta mais. Esta tudo tão difícil, o vazio me incomoda. A dor vive dentro de mim. E eu preciso, preciso de um colo pra deitar, preciso de um abraço para me deixar segura. Mas me sinto tão sozinha, ninguém percebe o quanto estou sozinha e triste. Ah, como eu gostaria que as coisas fossem diferentes. Ah como eu gostaria de ter alguém que me segurasse quando eu caísse. Ah como eu gostaria que a felicidade virasse minha rotina. Ah como eu gostaria de ser forte. Como eu queria esquecer-se dos meus erros e dores, às vezes é tão difícil deixar o passado pra trás. Não consigo aprender que para seguir em frente devemos deixar muita coisa pra trás. Como eu queria alguém para contar sobre meus medos, como eu queria alguém para contar histórias, como eu queria alguém pra contar sobre meu dia, como eu queria alguém para desabafar. Ah como eu queria que a felicidade batesse em minha porta e nunca mais fosse embora… Priscila and Ariane (Petrificados)

“Vida, onde você foi? Janela aberta e mais uma vez as oportunidades passando em minha frente. Alma machucada, coração calejado. Quero que hoje acabe, quero não acordar amanhã. Dor, dor e apenas dor. Parece drama, mas a verdade é que o drama deixei nos tablados, minha cortina foi fechada agora não é mais um espetáculo, agora é minha biografia, tão sem vida e sem histórias. Tão coitada, tão mau vivida. Mamãe diz que o tempo ruge, a vida é rápida e ela não para, mas eu tão preso não me movo mais, estou estático aqui, estou preso nessa teia formada de dor e angustias. Não culpo nada e nem ninguém, culpo somente à mim, por ter me prendido assim, por ter dado liberdade para que eu pudesse ficar preso. Mas os meus dias são sempre iguais, dias de tédio e noites de solidão. Meu sangue está esfriando, não pulsa mais como antes. Saudade, tudo agora é uma desculpa pra doer, tudo agora me machuca. Sensível até demais, não consigo mais viver como antes com o sorriso iluminando os dias ruins, vazio. Me tornei vazio das ideias, das expressões e dos sentimentos. De tanto sofrer desejei não sentir mais. Desejei não querer mais… Cansei de tudo, dessa vida não vivida. Desisto de querer uma mudança. Eu tão vivo antes, agora morto por dentro. A ironia do destino, a vida pregando peças. Mais uma vez fui objeto de alguém, mais uma vez eu não soube quem escolher. Alma ferida não aparece no corpo, mas você enxerga em meus olhos, e eles sangram. Assim como os pulsos durante a noite, assim como quem desiste de existir e cansar de tentar e não conseguir viver, talvez… Talvez nada, ou é ou não é, agora não posso ter talvez, preciso de uma certeza e essa certeza eu não sei onde buscar, não sei em quem encontrar. Lágrimas caindo sobre meu rosto agora, essa é a maneira que as pessoas me enxergam, essa é a maneira que meu espelho me mostra sempre. Mas eu não posso, eu não devo porém eu não consigo. Penso logo existo. Droga, não quero, não suporto mais. Um dia eu vivi, um dia meu sorriso foi sincero e eu não preciseis esconder nada. Mas hoje, agora é diferente camuflando o que dói eu vivo, fingindo não sofrer eu sigo. A vida foi embora, você foi embora e o que restou foi a solidão.” Lucas Rodrigues, LR.
